EM PIRACICABA (SP) 07 DE JULHO DE 2020

Home office abre oportunidade a pessoas com deficiência no mercado

Avaliação é do presidente do Conselhho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência, Francisco Cerignoni, que participou de live nesta terça-feira (7).




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Para Cerignoni, a nova forma de trabalho possibilitará maior concorrência e oportunidades de inclusão.

Crédito: Fabrice Desmonts - MTB 22.946




Com a expectativa de queda de até 6,4% do PIB neste ano, conforme projeção do Banco Central, o mercado de trabalho brasileiro será diretamente afetado, o que possivelmente agravará ainda mais o desemprego histórico no País. Para pessoas com deficiência, no entanto, o cenário pode se tornar favorável, já que o isolamento forçou empresas a se adaptarem a uma nova forma de trabalho que amplia a acessibilidade.

A avaliação é do presidente do CEAPcD (Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência de São Paulo), Francisco Cerignoni, o Chico Pirata, que nesta terça-feira (7) participou da live no perfil do Instagram do programa Parlamento Aberto. De acordo com ele, mesmo com a lei de cotas, ainda faltam oportunidades ao público que representa, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica), quase 24% dos brasileiros.

A Lei de Cotas exige que as grandes empresas tenham um número mínimo de colaboradores com deficiência – de 2% a 5% do número total de funcionários, mas, na prática, conforme observou Cerignoni, a realidade está aquém do esperado. “Normalmente, o mercado de trabalho não oferece os melhores cargos às pessoas com deficiência e alguns empregadores contratam apenas para cumprir a lei. Ainda associa-se deficiência à incapacidade”, avaliou.

Por outro lado, embora contratos estejam sendo suspensos e extintos durante a pandemia, o trabalho home office demonstra ser uma tendência que ‘chegou para ficar’, o que possibilitará maior concorrência e oportunidades de inclusão para diversas áreas.

“Com as mudanças no ambiente profissional, os profissionais com deficiência que antes tinham dificuldade de se locomover para o trabalho e se adaptar às condições nem sempre apropriadas dos locais, poderão ter alcance a oportunidades que proporcionam ambiente apropriado e familiar”, pontuou.

Durante a live, Cerigoni criticou as ações descoordenadas do governo federal que, segundo ele, dificultou a comunicação e impactou nas pessoas com deficiência. “Um grupo falava que o isolamento era necessário, o outro entendia que nada disso era viável e que a doença causada pelo novo coronavírus era uma simples gripezinha”, lembrou.

Ele elogiou, ainda, as ações de enfrentamento no Município, dentre elas a criação de comitê de crise que acompanha os casos desde o início, e o projeto Câmara Inclusiva, do Legislativo piracicabano que, desde o ano passado, promove melhorias de acesso dentro e no entorno da Casa. 

“Muitas câmaras tentaram melhorar a acessibilidade dos prédios, mas nenhuma conseguiu de forma tão completa como a de Piracicaba. Além de pioneira, a Câmara manteve o diálogo com as entidades e continua em busca de melhorias, o que a torna modelo para outros países”, parabenizou.   

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As lives do programa Parlamento Aberto são realizadas no perfil do Instagram, que pode ser acessado em @parlamento_aberto.

As entrevistas também podem ser conferidas no 
canal do YouTube do Departamento de Comunicação da Câmara de Vereadores de Piracicaba.

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Saúde Parlamento Aberto Câmara Inclusiva Coronavírus

Texto:  Raquel Soares
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343
Revisão:  Erich Vallim Vicente - MTB 40.337

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