EM PIRACICABA (SP) 03 DE JUNHO DE 2021

Contra colapso, vereadores fazem apelo para que não haja aglomerações

Perto de atingir marca de 1 mil mortos pela Covid-19, Piracicaba tem 94% de ocupação de leitos de UTI públicos; nos de enfermaria, taxa registrada nesta quinta foi de 85%




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Vereadores participam, por Sistema de Deliberação Remoto, da 15ª reunião ordinária, nesta quinta






Perto de atingir a marca de 1 mil mortos pela Covid-19 e 100% de ocupação dos leitos de UTI e enfermaria da rede pública, Piracicaba beira o colapso no atendimento hospitalar. O cenário foi apontado por vereadores durante a 15ª reunião ordinária, nesta quinta-feira (3), dia em que a cidade confirmou 275 novos casos, o maior número desde 7 de abril. Segundo boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde, o sistema público tem ocupação de 94% dos leitos de UTI e 85% dos de enfermaria. Na rede privada, os números alcançam 81% e 82%, respectivamente.

"A situação é grave, extremamente delicada", apontou o vereador Laércio Trevisan Junior (PL). "O Hospital dos Fornecedores de Cana, a Unimed e a Santa Casa não têm vaga para atender e o Hospital Regional não ampliou os leitos. E tem gente fazendo festa com 400 pessoas essa semana. A solução são a vacina, o distanciamento social, o uso de máscara e álcool em gel. Que a população se atente a esses cuidados, porque já nesta semana não terá mais leitos. É o colapso que está tendo em Piracicaba e na região", completou.

Zezinho Pereira (DEM), líder do governo Luciano Almeida (DEM) na Câmara, reforçou a necessidade de "as pessoas tomarem o máximo de cuidado, usarem o álcool em gel, a máscara, pois só assim evitamos um paciente a mais". "Estamos diante de uma questão muito séria, não temos leitos. Hoje recebi três pedidos, confesso que às vezes ficamos impotentes diante da demanda que temos. Precisamos fazer com que as pessoas que tomaram a primeira dose [da vacina] tenham consciência e tomem a segunda", disse o vereador.

Cássio Luiz Barbosa, o Cássio Fala Pira (PL), mostrou imagens da superlotação que constatou no COT. "O Poder Público tem que fazer o seu papel, mas a população não está fazendo o dela. Tem gente pelos corredores porque não tem vaga e as pessoas insistem em fazer festas, encontros em chácara, rolezinhos. Está em colapso, a saúde não aguenta."

A Covid-19 também foi tema de duas moções aprovadas nesta quinta-feira: a 106/2021, de apelo para que o Plano Nacional de Imunização retire a exigência de as pessoas com deficiência terem de receber o Benefício de Prestação Continuada para poderem ser vacinadas; e a 107/2021, de aplausos a profissionais da saúde que estão na linha de frente.

Além delas, foram aprovados na 15ª reunião ordinária um projeto de lei em segunda discussão e outras cinco moções —sendo uma, a 115/2021, analisada em regime de urgência, com o apelo ao governo paulista para que eleve a Escola Estadual "Professor Elias de Mello Ayres" à categoria de escola em tempo integral. A moção de apelo 110/2021 foi rejeitada por 14 votos (houve três favoráveis). Outros quatro projetos de lei e 22 requerimentos que compunham a pauta da Ordem do Dia não foram deliberados em razão do término da sessão pelo tempo regimental.

A votação dessas proposituras, além de outras matérias que estarão aptas para apreciação em plenário, deve ocorrer em reunião extraordinária convocada pelo presidente Gilmar Rotta (Cidadania) para as 17h da próxima segunda-feira (7). Na sequência, a partir das 19h30, acontece a 16ª sessão ordináriaO "Jornal da Câmara", da TV Câmara, irá ao ar às 16h40, antecedendo a transmissão dos trabalhos legislativos.

Reunião Ordinária

Texto:  Ricardo Vasques - MTB 49.918
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343
Imagens de TV:  TV Câmara

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