EM PIRACICABA (SP) 01 DE ABRIL DE 2025

Em votação de requerimento, vereadores cobram explicações do Samu

Em propositura, Cássio Fala Pira questiona a negativa do Samu de enviar equipe para socorrer uma professora na última sexta-feira




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Requerimento de Cássio Fala Pira foi aprovado na reunião ordinária desta segunda-feira

Crédito: Fabrice Desmonts - MTB 22.946




A aprovação do requerimento 283/2025, sobre a negativa do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de enviar equipe para socorrer uma professora na Escola Municipal "Professor Alceu Marozi Righetto", na última sexta-feira (28), foi seguida de manifestações de vereadores, na tribuna do plenário da Câmara, cobrando esclarecimentos da coordenação médica.

A propositura apresentada por Cássio Luiz Barbosa (PL), o Cássio Fala Pira, foi votada em regime de urgência durante a 16ª Reunião Ordinária, nesta segunda-feira (31). "Fizemos esse requerimento porque queremos uma resposta do Samu sobre esse caso, entre outros que já aconteceram na cidade, até mesmo de morte. Sabemos da seriedade e do comprometimento do Samu, mas esse requerimento é para entender de fato o que houve", disse o parlamentar.

"A professora sofreu um aneurisma durante o exercício de suas funções e, apesar da gravidade do quadro, o envio de uma viatura do Samu foi negado pela médica responsável pelo atendimento telefônico, sob a justificativa de que o caso não configurava
emergência. A professora foi posteriormente levada por colegas até a Unimed, onde
foi confirmado o diagnóstico de aneurisma, e encaminhada para a UTI", relata o requerimento.

Cássio Fala Pira quer saber do Executivo os motivos que levaram o Samu à negativa do atendimento emergencial, quais protocolos foram seguidos pela médica responsável para negar o envio da ambulância e quais critérios foram utilizados para avaliar que o caso "não configurava emergência, considerando os sintomas relatados". O autor do requerimento indaga, ainda, se existem registros do atendimento telefônico realizado no dia 28 e quais "medidas corretivas serão adotadas para evitar situações semelhantes no futuro".

Outros vereadores cobraram explicações. "Também recebi várias solicitações de informações sobre esse caso e é de suma importância o Samu se pronunciar", disse Pedro Kawai (PSDB). Laércio Trevisan Jr. (PL) criticou o fato de o relato da diretora não ter sido considerado pelo atendimento do Samu, diante da impossibilidade de a professora se comunicar no momento em que passou mal. "A diretora é servidora pública, responsável pela creche e tem fé pública."

Wagner de Oliveira (PSD), o Wagnão, comentou sobre um outro episódio em que o Samu não enviou equipe. "A menina do caixa de uma padaria convulsionou e eles ligaram para o Samu. Só de entenderem que era uma convulsão, já tinha de ter alguém ali."

"Estamos tentando entender de fato o que aconteceu. O Samu tem que ter uma equipe lá disponível para emergências como essa. Estamos falando de situações reais, de pessoas que precisam do atendimento e isso é negligenciado", afirmou Gustavo Pompeo (Avante).

"De fato, essa ocorrência denota um problema grave, porque o Samu é um instrumento importante justamente para salvar vidas. Se esse aneurisma rompe a artéria, teria um AVC e traria sérias sequelas e até um risco de morte. Deve haver uma conversa [com o Samu] porque não é a primeira vez que isso acontece; muitos de nós já tivemos situações parecidas", acrescentou Josef Borges (PP).

Legislativo Institucional Cassio Luiz

Texto:  Ricardo Vasques - MTB 49.918
Supervisão de Texto e Fotografia: Rodrigo Alves - MTB 42.583
Imagens de TV:  TV Câmara

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